A expressão Imagens Holotrônicas foi cunhada para designar as imagens de síntese obtidas através do método de cálculo
de hologramas aqui apresentado. A Holografia revela novas e inusitadas formas de comportamento da energia e da matéria,
proporcionando ao pensamento humano um conhecimento mais profundo da Natureza, e inclusive de sua própria mente.
Ao estudar um holograma e suas propriedades, podemos encontrar valiosas pistas para a compreensão da relação entre a
mente e a matéria, percebendo-os como pólos complementares de um mesmo continuum. Pretendemos evidenciar a novidade conceitual
proposta pela idéia de interferência, fundamento da Holografia, e que inaugura um novo paradigma no pensamento ocidental,
transformando as relações correntemente assumidas, entre os elementos que compõem o Universo, e sustentam nossa própria
existência.
A Arte, como atividade humana evolutiva, será fundamental para a difusão, conscientização e compreensão do novo paradigma.
Por isso, procuramos sinalizar as possíveis relações desse paradigma com a produção artística. Na dissertação encontramos
uma breve descrição das características que compõem o sistema visual humano, e dos processos conhecidos de produção de imagens
que se aproveitam de nossa percepção estéreo para criar efeitos volumétricos. Na Parte II, foram ressaltadas as conseqüências
filosóficas que se sucederam à compreensão dos fenômenos físicos relacionados com a Holografia. Na Parte III apresentamos
aspectos técnicos da possibilidade de geração digital de imagens tridimensionais naturais e imaginárias e na Parte IV,
tratamos da programação para execução dos cálculos e da impressão dos hologramas, o que foi finalmente testado em
impressoras gráficas. Veja no link ao lado a dissertação completa em PDF, aprovada no Mestrado em Arte e
Tecnologia da Imagem, do Instituto de Artes da UnB, em junho de 1998. |
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