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Curso
Produção de Vídeo
Professor Juliano Serra

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Tema.7 - EDIÇÃO
   EDIÇÃO LINEAR E NÃO-LINEAR   

  Introdução  

  A montagem, ou edição, do material audiovisual é a ordenação de segmentos de uma filmagem ou gravação, de forma que a história do filme seja contada com clareza e impacto. É a atividade de seleção e combinação (ou justaposição), dos momentos relevantes do material bruto (master), e que visam atingir os propósitos específicos de cada filme.
Os equipamentos de edição podem ser simples ou sofisticados, mas os princípios estéticos e funcionais são os mesmos, e permitem realizar tres tipos de operação com imagens e sons gravados:

  • COMBINAR: sequências de segmentos,que podem formar sequências em corte seco ou com transições e fusões.

  • CONDENSAR: com a seleção apenas dos instantes mais significativos, busca-se expressar a essencia da história, com cortes precisos e densos de informação.

  • CORRIGIR: erros em diversas fases da produção podem ser muito difícieis na edição, mas ainda assim são muitas vezes a única solução.

      A montagem pode ser DESCRITIVA, mostrando os eventos de forma mais linear e formal, obedecendo a sequência natural do tempo, ou EXPRESSIVA quando explora livremente o ritmo narrativo e cria uma atmosfera psicológica, ou ideológica, que reforça o conteúdo do filme.
    Na montagem podemos valorizar a CONTINUIDADE entre os planos subsequentes, criando ligações suaves de imagens e sons, que garantem a fluidez e fácil compreensão da história. Neste caso recursos como o mapa mental do espectador, a criação de vetores e as posições relativas ao eixo da camera, devem ser utilizados.
    Também pode-se optar por uma edição que explore a COMPLEXIDADE entre as sequências, e que altera o ritmo temporal e as relações de movimento entre os elementos do quadro. O objetivo é intensificar dramaticamente a história, ou criar um significado especial e para isto rompe-se a continuidade visual e sonora por meio de assincronias, justaposições, fusões e outros efeitos.
  • A Edição ou Montagem de um audio visual é a fase final da produção e onde o filme ganha finalização e acabamento. Busca-se uma perfeita combinação de som e imagem e a criação de um ritmo visual coerente com a estória do filme.

    1. Decupagem

    Indexação de todo o material gravado, de forma a facilitar a edição. É importante assistir todo o material gravado, e avaliar os melhores e piores momentos, e ter uma visão geral das possibilidades de edição. Além disso é preciso marcar no papel, o ponto da fita em que está cada plano filmado. A anotação pode ser a simples descrição da ação, ou incluir o início e fim dos diálogos ou detalhes de enquadramento. Plano de Edição Uma tabela de edição prévia com a organização dos planos e localizações na ordem do roteiro. Servirá como base para as modificações necessárias em vista do que foi realmente filmado. Alguns planos podem não ter ficado tão bons quanto esperado, e outros podem ser melhor aproveitados, exigindo mudanças no que foi planejado inicialmente.

    2. Corte

    Porque editar?

    O cinema manipula o tempo para criar a impressão de realidade, e é por meio da subtração de momentos, o corte, que obtemos essa compressão do tempo, sem perder a compreensão dos fatos. O corte , ou seja, a seleção das melhores imagens para se contar uma história, implica na escolha dos momentos significativos de cada plano. Na montagem final não deve haver excessos, nem faltar imagens ou sons para a compreensão da idéia, e da ação presente em cada sequencia.

    Ponto de Corte

    A escolha do ponto de corte é o segredo para uma edição bem feita. É necessário observar o movimento com cuidado e acoplar os planos de forma a criar uma transição suave.

    3.Continuidade

    Entre os planos que descrevem a mesma ação, os movimentos devem seguir sem saltos e sem repetições, e de uma forma contínua. O corte pode ser feito durante a ação, ou no seu ponto de repouso, mas a primeira possibilidade costuma ser mais eficaz.

    4. Ação Visual

    É mais comum o corte feito pouco depois do início da ação, o que colabora com a transição para o plano seguinte. Na segunda metade da ação o movimento pode parecer atrasado.

    5. Duração

    A duração dos planos deve ser definida por seu interesse visual e capacidade de fazer a ação progredir. Em geral o mais curto é o melhor, desde que transmita uma informação coerente. Deve-se lembrar que o tempo medido em segundos não é o mesmo tempo percebido pelo espectador, envolvido com a estória do filme. Ritmo
    A dinâmica dos cortes, o ritmo da montagem, define o estilo e linguagem do filme. Planos longos e previsíveis podem ser monótonos e cansativos. Com cortes rápidos e contrastes de enquadramento, posições e movimentos de câmera, a informação é sempre nova para o espectador, e mantém sua atenção. Planos estáticos
    Planos fixos devem ser avaliados em sua complexidade visual, evitando-se que imagens muitos simples ocupem muito tempo na tela. Planos fixos e longos são muito afetados pelos planos próximos e devem ser reavaliados na montagem final.

    6. Sequencia de planos

    Semelhança

    Contraste

    Pontuação

    Vazios

    Recursos

    Cutaway

    É um plano que se insere numa sequencia para mostrar algo diferente da acão principal, mas com ela relacionado.Introduz outro aspecto da cena, como um flashbak, uma ação paralela, etc.Muito usado para corrigir falhas de montagem.

    Jumpcut

    A subtração de parte da ação, mantendo o eixo da tomada, sem quebrar a continuidade do movimento. Encurta o tempo real, sem comprometer o tempo de ação na tela.

    Plano de ligação

    É um plano neutro, que permite conectar dois planos antagônicos, que poderiam criar uma ruptura visual, se ficassem colados. Por exemplo, pessoas caminhando em direções opostas, ligadas por um plano da estrada à frente.

    Corte na ação

    Fusão

    Suavização do corte pela combinação de imagens de dois planos. Permite cortes com planos muito diferentes visualmente, facilitando a transição de sequências, ou mesmo disfarçando algumas falhas de filmagem.

    Tratamento da imagem

    7. Montagem Temática

    A conexão entre os planos é e realizada por cortes na ação, ou em partes do cenário diretamente ligadas à ação.

    8. Montagem Simbólica

    Recorre a imagens de conteúdo simbólico não diretamente ligados à ação, criando uma nova realidade, exclusivamente cinematográfica.

    9. Montagem de choque

    Sucessão de imagens fortes e surpreendentes que encaminha a narrativa.

    10. Falhas de montagem

    Reverse Cut
    Jump Cut
    Ação dupla
    Mudança de ângulo
    Mudança de escala
    Eixo de visada oposto
    Cutaway inadequado
    Continuidade

      A Ilha de edição  

      Edição de Som  

      Titulagem  



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